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Monday, September 29, 2008

Amargo.

Alice saiu de casa decidida naquela noite. Ia definitivamente saciar o desejo que a consumia a muito tempo,mesmo que não fosse tão verdadeira a forma que iria usar pra sacia-.Porém não podia mais continuar vivendo dessa maneira,sendo consumida por um desejo mal resolvido.
Ela era uma garota qualquer com um martini."Provavelmente a garota mais triste que já segurou um martini" e a mais cheia de desejos também.
Saiu de casa trajando um vestido preto e justo,alinhado perfeitamente ao seu belo corpo.Tinha os cabelos negros,e levemente bagunçados pelo vento.Sapatos vermelhor que faziam barulho para acompanha-la em cada esquina solitária que passava.Batom sedutor e olhos negros,como as noites profundas em que se perdia na janela.
Quando chegou naquele bar de sempre e foi sentar no lugar de sempre pra pedir seu martini de sempre,era como se o tempo tivesse congelado por alguns minutos aquele momento,em que muitos a olharam.Sentiu o desejo ainda mais forte,ele se espalhava junto com a sua ânsia de vida.
Algum tempo depois,de uma mesa um pouco ao fundo do bar,notou um olhar diferente vindo em sua direção.Reparou bem e percebeu ser aquele,o corpo perfeito. Houve então entre ela e o corpo algumas trocas de olhares,até que o viu vindo sem sua direção.Educado,perguntou se poderia fazer companhia a ela.Ela respondeu um sim sutil.Algumas palavras sobre bebidas e lugares e vida,e o corpo percebeu em Alice algo ardente.Se perdeu naqueles olhos negros cheios de desejo e ardor.Não demoraram a chegar no apartamento dele que era ali perto.Foi ai então,que começou a realização de um desejo antigo.
Era a primeira vez que Alice usava alguém,o corpo de alguém pra saciar o desejo que tinha com outra pessoa.Fechou os olhos até conseguir ver naquele simples corpo,o homem que ela tanto amava e desejava em silêncio.Beijou aquela boca com toda a paixão que a fazia perder noites.Sentiu aquela pele junta a dela como se fosse a pele que realmente desejava.Sentiu os toques daquelas mãos como se fossem as mãos que ela quase nunca tocava.E conforme a noite foi passando,os corpos e bocas e mãos e perfumes foram se conhecendo,os cabelos negros de Alice estavam bem mais bagunçados.Fora uma das melhores madrugadas que ela teve em toda sua vida.Pela manhã,Alice vestiu novamente seu vestido justo e preto,saiu pela porta,colocou de volta aos pés os sapatos vermelhos,prendeu os cabelos bagunçados e seguiu sua vida sem olhar para trás.

Monday, July 28, 2008

"Em que espelho ficou perdida a minha face?"


Clara olhou bem dentro dos seus olhos no espelho,até que acabou se perdendo.E dentro da imensidão daqueles dois olhos castanhos e húmidos,Clara perguntava a si mesma em silêncio "Quantas outras crises serão necessárias pra que eu saiba quem eu sou?".Clara,muitas vezes queria que as pessoas a aceitassem como ela era,mas como vão aceitar se ela ao menos sabia quem era?
Ela sentia bem la no fundo,que tinha algo que era,mas ainda se sentia tão perdida quanto a isso.E na maioria das vezes Clara era por dentro e por fora,uma única palavra :Confusão.Clara era confusão,se fazia confusão.
E quando Clara se sentia sozinha,tentava pensar nas tantas outras pessoas que andam pelo mundo em busca do que são,assim como ela.Tentava pensar nas pessoas que também se sentiam um pouco só,assim como ela.Pois,como já disse Clarice(Lispector) :
"O que há de se fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste,e um pouco só?"
Clara tentava nutrir com versos,a dor do abandono de uma alma.



♪Rosa de Saron-Apenas uma canção de amor.

Sunday, July 20, 2008

Ana Julia...e suas botas de combate.

Lá vem ela, com suas botas de combate,e enquanto ela passa o cantor barbudo em começo de carreira pensa "quem te ve passar assim por mim,não sabe o que é sofrer"...
Ela então o olha,e da um sorriso de canto de boca,ele sem saber se realmente era pra ele pensou "ter que ver vc assim,sempre tão linda",então ela esbarra em uma garota e suas fotografias caem pela grama verde acinzentado, o cantor,meio sem jeito vai até ela e a ajuda...então ele diz:
-Posso saber seu nome?-pra aquela garota linda com as botas de combates.
Ela levanta,ainda juntando as fotografias e fala:
-Ana Julia,e o seu?
Ele pensa'Ana Julia...que fabuloso' e diz :-Marcelo...Vc gosta de fotografias?
Ela então,faz uma cara de surpresa com a pergunta,olha para o chão e diz:
-Sabe que eu não sei?!Tô achando que sim,ficaria mais facil se me perguntasse do que não gosto.-ela entao,olha pro violão-tu tem banda,é?
Ele coloca o cabelo por tras da orelha e diz meio gaguejando:
-Te-te-teTenho um "começo" de Banda.-e pensa "contemplar o sol no seu olhar,perder vc no ar"-Do que vc não gosta?
Ela pensa,pensa,pensa...entao solta:
-Hum,de queijo! e vc?
Ele,com um amor platonico meio que pebleu-apaixonado-pela-princesa,diz:
-Não gosto do amor,acho que sofro demais...-e em seguida pensa"me achar um nada'"pois ela parecia pouco se importar com o que ele dizia.Enquanto, por dentro ele estava em estado de extase por estar conversando com a Ana Julia..a garota mais linda que ele ja tinha visto,que tinha botas de combates e naum gostava de queijo.
Ela, então ascende um cigarro e pergunta:
-O que é amor pra voce?
Ele que não esperava tal pergunta,ia criando mais alguns versos na cabeça"pois sem ter teu carinho eu me sinto sozinho",e diz:
-Lágrimas sofridas,total azedume,só...mais uma canção.E pra vc,o que é o amor?
Sem pensar muito,ela diz:
- Não acho,nem sei do que se trata!
-Nunca conheceu ele?-diz meio inquieto.
"eu me sintoo sozinho,eu me afogo em solidão" pensava em sua cabeça,com os olhos vidrados nela!
-Pra que conhecer tal sentimento que machuca tanto?Não acho que seja uma 'dadiva' amar!-ela fala com outro cigarro na mão. Então,ela olha no relogio-Putz,Luciano -errando o nome dele- tenho que ir,minha aula começa em 10 minutos,te vejo depois...
Enquanto ela vai andando ele diz pra si mesmo'luciano?'
pega seu violão e some pra sua casa.
Durante dias ve ela passar sem ao menos nota-lo,não sabia mais o que fazer,anotou tudo aquilo que pensou durante sua unica conversa com ela...Completando com alguns versos que diziam "Nunca acreditei na ilusão de ter você pra mim,me atormenta a previsão do nosso destino.Eu passando o dia a te esperar,vc sem me notar... "

E então,em um dos seus dias normais e tediosos,enquanto Ana Julia revela sua fotos, escuta em uma estação de rádio qualquer:
"o Anna Juliaaaa, o Anna Juliaaa

Sei que você já não quer o meu amor
sei que você já não gosta de mim
Eu sei que eu não sou quem você sempre sonhou
Mas vou reconquistar o seu amor todo pra mim
o Ana Juliaaaa,Juliaaa,Juliaaa..."


pendura a ultima foto revelada,senta no sofá,fuma um cigarro e pensa "amor?..."


Por Jéssica Katiuscia e Mariana Marchiori.





P.S: Quando a inspiração falta,a gente improvisa.Eu já havia publicado esse texto uma vez nesse blog,mas na época em que eu o mantinha 'secreto',por isso achei válido postar de novo.
P.P.S: Eu e minha amiga,Mariana escrevemos esse texto há um bommmm tempo já,em uma das madrugadas em que ficavamos no msn e não tinhamos o que fazer.Inspirado,claramente na música Ana Julia/Los Hermanos.

Thursday, May 29, 2008

Um príncipe em minha vida...

ou,por que é que temos deixado de lado tão cedo os sonhos de menina?

Não,não digo os de conhecer um príncipe na universidade e quase se tornar a rainha da Dinamarca.Não precisa ir tão longe.
Até algum tempo atrás,meninas eram tão sonhadoras,acreditavam na fantasia e adoravam ouvir o 'e viveram felizes para sempre'.Não que isso tenha acabado,mas agora só fazem efeito com meninas até uns 5 anos de idade,e quando fazem.
As meninas de hoje em dia colocam sainhas e saem pra ir dançar o creu e beijar quantos meninos conseguirem.Mentira minha?Não mesmo.
Sabe,não que devemos ser iludidas,achando que existem príncipes,magia,gata borralheira virando Cinderela ou felizes para sempre.Não.Já evoluímos o suficiente pra saber que não é verdade.
Mas,porque não sonhar um pouco de vez em quando?Porque as meninas de hoje em dia são tão 'piriguetes'[com o perdão da palavra] e as jovens de hoje em dia são tão cruéis consigo mesmas?Há agora uma sociedade onde meninas de 12 anos deixam de cuidar da boneca pra cuidar do próprio filho,e garotas de 17 que deveriam sonhar com as paixonites normais pra idade vivem a brigar com o amor.A fechar o coração.
Um vez meu pai me disse "Assisto filmes pra me esquecer da realidade pelo menos por alguns momentos,pra que então vou ver filmes que retratam a realidade?" E eu concordo com ele.Talvez,se nós deixamos de ser frias e tão modernas,nos daríamos tempo para ver filmes cliches,onde a mocinha e o príncipe ficam juntos no final.Nos daríamos tempo de ver um beijo apaixonado e choraríamos,sem vergonha.E então voltaríamos a ter um pouco de conto de fadas no coração.Não pra se iludir,mas o suficiente pra não deixarmos de ser sempre meninas apaixonas,românticas e nem que seja um pouco,sonhadoras.
Um pouco de conto de fadas não faz mal a ninguém,faz?...






Ou sei la,talvez eu esteja sentimental demais essa semana,talvez seja culpa do filme que vi (novamente) hoje a tarde,ou eu seja uma eterna menina boba apaixonada por filmes bobos e apaixonados.




Hallelujah // The OC Soundtrack


Ps:Parabéns aos meus pais,que completam hoje 32 anos de casados.32 anos de amor.

Sunday, May 18, 2008

A Menina que inventava histórias.

Era uma vez uma menina que inventava histórias antes de dormir.Seu nome era clara
Todas as noites,depois que a sua mãe a colocava pra dormir Clara fechava os olhos e criava todo o tipo de história possíveis.Gostava disso,era como se fosse seu mundo particular onde tudo podia acontecer e tudo podia ser da forma que Clara gostava.E ela inventava mundos,vidas,formas,cores.Era tudo encantador,magnifico.E no outro dia Clara acordava sorrindo,se lembrando da história anterior.
Um dia até pensou que poderia ser escritora e colocar em livros tudo que inventava.
Clara foi crescendo,mas o hábito de inventar histórias não.Elas continuavam frequentes nas noites de Clara,e mesmo naquelas noites em que ela chegava cansada e queria dormir,havia uma história ainda que curta.Era uma necessidade de Clara.
Com o passar dos anos as histórias de Clara começaram a seguir um rumo diferente,e viu que em todas as suas histórias havia tristeza em excesso.Sentiu medo.Será que tenho algum problema?-Pensava Clara ao se lembras das histórias inventadas.Pensou em contar pra alguém,mas quem daria ouvidos a uma história dessas?Quem se preocuparia em entender uma menina que inventava histórias antes de dormir?Pensou melhor e resolveu que aquilo seria um segredo dela e das noites que presenciavam as histórias de Clara.
Algumas vezes Clara sentava no quintal e contava história para as estrelas.Elas todas eram uma platéia ótima,silenciosa e não reclmariam jamais da sua melancolia.
Porém,eu hoje venho revelar as vocês o por que de Clara imaginar tanta melancolia em suas histórias.E a verdade é: Clara nunca havia se apaixonado,e mais,Clara nunca havia conhecido uma dor amor.
Sei que muitos,ao ouvirem isso se perguntam: Mas é tão ruim assim não sentir a dor do amor?
E eu respondo: Sim,é horrível.
Respondo porque por anos vivi dentro de Clara.Quero me apresentar agora a vocês:Muito prazer,sou a Alma de Clara.
E agora sei que podem entendem melhor o porque de eu saber essa história tão particular de uma menina indentadora de história noturnas.É porque sou a Alma,sou a única que ouvia as histórias de Clara,e vou confessar-lhes uma coisa,sou eu a culpada dessa menina ter inventado tantas histórias ao longo de suas madrugadas mal dormidas.Mas vou explicando-me,as histórias de Clara me enchiam de vida,e assim deixavam a menina cheia de vida também,por isso fiz com que Clara continuasse a inventar suas histórias para me contar.
Mas,agora que me apresentei e até me confessei,volto ao que interessa: A dor de amor não sentida por Clara.
Ela tinha 15 anos,e todas as suas amigas do colégio haviam sentido essa dor de amor.Todas as amigas sabiam o que era chorar por alguém,o que era gostar de alguém e esse alguém não corresponder.Mas Clara não.Pensou que tudo era coisa de tempo,e que era melhor assim.
Mas passou o tempo,e ela nada sentia.Nem uma lágrima sequer tinha sido derramada por alguém.Começou então seus pequenos romances.Foram poucos e curtos.E clara nada sentiu por nenhum deles,ao contrário foi ela que os fez sentir aquela dor de ser deixado por alguém que se ama.E então essa dor nunca sentida começou a ser imaginada por Clara nas suas histórias,e isso se tornou um vicio.Todas as noites Clara sentia uma ansia de se deitar e inventar novas histórias com lágrimas e finais trágicos.Digo a vocês que senti medo,essa história faziam de mim pequena,sem vida..e vocês devem imaginar que a menina também.
Clara sentia-se amaldiçoada,afinal todas as pessoas ao redor falavam sobre amor,e sobre a dor.
E ela nunca havia sentido nenhum dos dois,nem uma pitadinha sequer.Se sentia estranha,fora de órbita,coisa de outro mundo.Por vezes desejei que Clara voltasse a inventar histórias que nos enchesse de vida,mas não aconteceu.
O que aconteceu,foi justamente ao contrário.
Um dia Clara deu por si que estava chorando,sozinha em seu quarto escutando uma música.Sentia uma coisa estranha dentro do peito,uma dor que não era nada parecida com aquelas que se curam com médicos e remédios.Parecia que toda sua vida havia sido sugada.E em seu pensamento só havia um único alguém: ele.
Ele que roubou durante um tempo a vida da minha menina Clara.Era bonito,e todas as meninas achavam o mesmo.Dizia coisas que faziam com que Clara se sentisse amada.Até o dia em que Clara percebeu que ele dizia aquilo a muitas,e não quis aceitar aquilo.
Pois é meninos e meninas,a dor do amor apareceu para Clara.Era uma das dores mais comuns que pegavam as meninas,e acredito que muitas das que vão ler a história de Clara vão ter passado por isso.
Na noite em que Clara chorou,se viu dentro de suas histórias inventadas,e pensou que poderia estar louca.Lembrou que nos livros de Mary poppins,as crianças sempre vivam coisas que sonhavam,e que no dia seguinte não sabiam mesmo se tinham vivido ou só sonhado.Se sentiu assim.
Clara sentiu medo das suas histórias inventadas,e depois de tanto desejar sentir aquela dor de amor,o que mais deseja era sumir com aquilo de vez de dentro dela.Era tudo confusso demais pra uma menina de 15 anos que inventava histórias.Estava vivendo,e não inventando.
Passaram-se dias,e Clara pensou que as suas histórias poderiam ser as culpadas por aquela dor tão grande.E deixou de inventa-las.Eu pensei que talvez fosse passageiro,mas não foi.
Clara abandonou de vez as histórias inventadas nas madrugadas,e assim,me abandonou também.Eram suas histórias que me traziam vida,e foram suas histórias que me levaram a morte.Peço desculpas á vocês pelo meu tom de melancolia ao expor a história de Clara,mas é que acabei me acostumando a esse sentimento com a menina,e agora vos digo que até dessa melancolia sinto falta.E muitos podem me perguntar afinal,pra que é que eu fui contar a história de Clara...E eu digo que contei,porque tenho esperança que existam no mundo mais meninas inventadoras de histórias noturnas,mas mais do que isso tenho esperança de que Clara,a minha menina inventadora de histórias noturnas volte a inventa-las alegremente para mim.
Depois de contar essa história,pelo licença a vocês para deixar um recado.

Peço a você,menina Clara que inventava histórias noturnas e que as contava as estrelas que se ler a sua história não fique brava comigo.E Peço para que se puder voltar a inventar histórias noturnas,ainda que curtinhas,volte.Era incrível a cor que suas histórias da infância traziam a mim e a você.
Um abraço cheio de histórias inventadas e de uma saudade incomum.
Sua alma.

Wednesday, May 14, 2008

Sobre um menino,uma menina,um balanço e um amor.

Sentei no balanço ao lado do que ela estava e ela continuou olhando fixamente para aquela estrela,até perceber minha presença e me olhar.Nenhum sorriso,nenhuma palavra somente aqueles olhos agitados e observadores que invadiam minha alma toda vez que me fitavam.Sempre me perdia na imensidão daqueles olhos que pareciam querer roubar o que havia dentro de mim.Tentei sorrir e dizer alguma coisa mas era inútil.Então seus olhos deixaram os meus e voltaram a se fixar naquela estrela.
Depois de algum tempo de silêncio,ainda olhando a estrela ela me perguntou:
-Lembra do dia em que nos conhecemos aqui?
Eu disse que sim.Fazia muito tempo mas eu me lembrava,jamais esqueci a primeira vez em que me embriaguei daqueles olhos tão inquietos e observadores.
Voltamos a ficar em silêncio,e eu disse:
-Lembro bem que você me disse que queria morar em uma estrela,mas que só iria se houvesse como levar esse balanço com vc e quando eu perguntei o por que,vc me respondeu que esse balanço era o seu lugar favorito no mundo.
Voltei a olha-la mas ela continua estática,fixa,e eu tentando fazer com que ela dissesse algo falei:
-E eu ainda me lembro de dizer que se vc quisesse eu diria ao meu pai pra levar aquele balanço pra estrela que você preferisse, que ele tinha um caminhão e vivia carregando coisas dentro dele.
Em vão.
Depois de algum tempo,ela deixou de olhar a estrela e olhou para o chão,estava com as duas mãos segurando a corrente do balanço como costumava sempre ficar nele,com um pé se balançou bem pouco e com o mesmo pé parou o balanço novamente.Me olhou de novo nos olhos e disse:
-Chegou a hora de ir para a minha estrela e deixar você e esse balanço para trás.
Senti um frio na espinha,e uma inquietude na alma.Como nos deixar pra trás? há anos eu,e aquele balanço havíamos feito parte da vida dela.Há anos havíamos sentido os sorrisos e os choros dela e mesmo que ela sempre dissesse poucas palavras sempre achei que junto com o balanço,eu havia me tornado o lugar favorito dela.Um misto de raiva e tristeza me veio a face,e sem muito entender lhe perguntei:
-Por que?
E ela simplesmente respondeu:
-Vou sentir falta dos seus olhos.

Ela olhou novamente para aquela estrela,e se foi.

Thursday, March 13, 2008

Os Caipiras da cidade grande.

Fato da semana que me fez rir horrores: um PORCO enorme apareceu na rua da minha casa.
Tá,e daí a pergunta: O que tem de engraçado em um porco? Nada,claro.
Mas,cá estava eu no meu lar,conversando com minha melhor amiga sobre coisas e mais coisas importantes quando,de repente eu escuto minha mãe gritando de lá de fora :
-Jéssica,Mingaaa vem ver o tamanho do CORVO.
E eu não entendendo muito bem grito de volta:
-O que mãe?:S
Ela responde:
-Vemm,corre vem ver o tamanho do CORVO.
E eu já tremi que nem vara verde.Já imaginei um corvo pra mais de metros,vindo da minha direção para me atacar.Era meu fim,era chegada a hora de consumar o plano maligno das aves todas do universo contra mim,mandando um corvo pra acabar comigo.
(Quem me conhece bem,sabe que desde sempre tenho a teoria de que as aves*odeio,tenho medo,pavor sei la* tentam me atacar de todas as formas...)
Então,saí de casa morrendo de medo e fui até o portão e pergunto:
-MÃE,TEM CERTEZA QUE É UM CORVO?
Ela responde:
-Que corvo menina,é PORCO.Olhá lá o tamanho dele.
UFA! eu estava a salva.
Olhei bem,e vi o bixo..o que eu vi também foram TODOS OS MEUS VIZINHOS na rua,olhando pra aquilo,como se nunca tivessem visto na vida. asopkasosakoaskoasksa
Meu vizinho mais tont (que por um acaso tive a sorte de ter que estudsr do pré até a oitava série com ele) dizia pra minha mãe
-Vai lá pegar o porcoo Isabel,vamos fazer uma feijoada.
Os outros davam nome ao porco...e o bixinho lá andando de um lado pro outro na rua,que nem barata...ou melhor que nem porco tonto.
E foi aquele bafafa todo..e eu que não estava nem um pouco a fim de continuar vendo a cena..entrei logo de volta pra casa.
ô bando de caipira esse pessoal da minha rua,nem parece que mora em cidade gRRande sô (:

Thursday, December 20, 2007




"Ela então,deixou a água o mais quente possível,fechou os olhos e sentiu aquela água toda caindo sobre seu corpo.Queria se sentir espiritualmente limpa,queria ter paz.
Esfregou seu corpo com força,em uma tentativa vã de que a limpeza chegasse a alma.
Ahhh aquela alma...aquela alma ingrata que teimava em sentir dor e teimava em se sentir dilacerada com coisas tão pequenas.Aquela alma que parecia não gostar de ve-la sorrindo,e que fazia questão de se agarrar a coisas ruins,a recordações ruins..era tudo pra ve-la chorando em baixo do chuveiro,ou deitada em seu travesseiro.
Sentou naquele chão frio e chorou sozinha,se abraçou e fechou os olhos.Tentou fazer a alma sentir mais afeto,queria limpar logo aquelas lembranças de dentro dela,deixa elas saírem com aquela água,que fossem parar no fundo de um lugar qualquer,pra nunca mais voltar a atormentar a vida dela.Mas ela não consegue.Talvez a sentimentalidade tenha tomado conta dela,e por isso a alma se aproveitava fazendo-a lembrar daquelas coisas toda vez que está sozinhaE daí dói,dói muito porque ser sentimental tem lá o seu preço,e ela estava pagando por ele.
Talvez ela só quisesse dizer o que ela vê de errado junto com outras pessoas,mas não diz.
Não diz porque sabe que não vai fazer bem.Nem pra ela vai,porque vai acabar ouvindo coisas que não devia ouvir.Talvez ela só quisesse fechar os olhos e com força ter fé..uma fé daquelas que dizem que movem montanhas,queria ter fé nela.
Talvez,ela só quisesse passar mais tempo,chorando em baixo daquela água quente,pra quem sabe a sua alma saísse com a água e escorresse pra longe pelo ralo.
Talvez não seja nada disso."



"Well I never pray
But tonight I'm on my knees yeah
I need to hear some sounds that recognize the pain in
me, yeah
I let the melody shine, let it cleanse my mind, I feel
free now
But the airways are clean and there's nobody singing
to me now"


Bitter Sweet Symphony - The Verve

Thursday, December 14, 2006

















Lágrimas por ninguém,só pq é triste o fim.
Outro amor se acabou


Ela sempre achou engraçado o fato de que sempre havia um cantor ou uma banda que cantasse os momentos da sua vida,e daquela vez não foi diferente.
E dessa vez a banda que embalava mais um dos seus finais triste era Paralamas.Ela ouvia repetidamente:
'Ela disse adeus e chorou,já sem nenhum sinal de amor'
E então pensou nos poucos dias que eles passaram juntos.Por momentos elas se sentiu completa com ele.Se sentia ela,ria,falava sem parar,brincava em balanços e cantava todas as canções que sempre quis cantar.Conversaram por horas ali sentados na grana
Ele sempre abraçando ela,como se fosse tão bom estar alí.
'Ela se vestiu,se arrumou,sem luxo mais se perfumou'
E pensou também no frio na barriga de quando o viu pela primeira vez,da demora pra escolher o filme,do ato cavalheiro dele de ter feito de tudo pra pagar as entradas.Da vergonha dele,e de ter ficado encatada com ele no primeiro encontro.
Mais ela ainda tinha medo, e dessa vez pedia tanto para que não acontecesse de novo.A paixão era algo que ela deseja,mas que a assustava na maneira como acontecia.Tinha que ser diferente.
E ele disse o que ela tanto tinha medo.E então ela chorou.ele estragou tudo,pensou milhares de vezes..estragou tudo! Porém,a culpa não era dele.Que culpa se tem em estar apaixonado? A culpa era dela,de nunca conseguir seguir em frente,por medo.
Ela se afastou,e quando ele por não aguentar mais de saudade ligou,ela não atendeu.Pensou só em si,e não que seria mais uma vez a decepção da vida de alguém.
'ela não precisa mais de você'
E então ela realmente disse Adeus.
'Sempre o ultimo a saber'


It's hard to explain.

♪ The Drugs don't Work / The Verve


Meninabonita;*